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Numa tarde chuvosa, eu estava a ver televisão quando um noticiário mostrou uma montanha a brilhar com fogo e fumo. Os meus olhos abriram-se de surpresa. Sentada ao meu lado, Eli reparou na minha expressão e perguntou: “Riri, já alguma vez viste um vulcão?
Virei-me para ela, intrigado. Perguntei-lhe: “Espera, a montanha é um vulcão? O que é um vulcão? As asas de Eli bateram com entusiasmo. “Vamos lá! Vamos visitar o Professor Poki, ele vai explicar-nos tudo”.
Corremos pela floresta enevoada até uma árvore gigante com um pequeno sino na porta. Eli bateu na porta com o bico. Uma voz familiar gritou: “Quem está aí?” “É a Eli, e eu trouxe o Riri!”, respondeu ela. A porta abriu-se e o Professor Poki cumprimentou-nos com um grande sorriso.
“Bem-vindos ao meu laboratório, onde eu estudo o Planeta Terra!” Conduziu-nos por uma escada em espiral até um laboratório subterrâneo mágico, cheio de aparelhos e ecrãs brilhantes.
“Vi um vulcão na televisão”, disse eu. “Podes dizer-me o que é de facto?” “Um vulcão!, Ótimo. Uma das forças mais poderosas do nosso planeta. Deixa-me mostrar-te.”
Guiou-nos para uma sala de controlo que parecia uma nave espacial. “Apertem os cintos”, disse ele. “Vamos fazer uma viagem ao centro da Terra!” As luzes diminuíram e o ecrã iluminou-se.
O Professor Poki apontou para um modelo 3D da Terra. “O nosso planeta é feito de camadas, tal como um pêssego. O centro é o núcleo, à volta deste está o manto e a pele exterior chama-se crosta”. Ouvi com atenção e observei as imagens no ecrã grande que mostravam o planeta dividido em várias camadas.
Eu estava cada vez mais curioso para saber o que era um vulcão. Incapaz de aguentar por mais tempo, perguntei: “E onde estão os vulcões?” Professor Poki sorriu e disse: “Calma, os vulcões e o ‘fogo’ que viste são um fenômeno que acontece na superfície do planeta, na crosta. Mas os materiais vêm da camada abaixo; em outras palavras, eles vêm do manto.
Quando as rochas no interior do manto ficam muito quentes, elas transformam-se em líquido. Esse líquido quente é chamado de magma.” E ele continuou: “O magma sobe através de fendas na crosta e entra em erupção na superfície. É assim que os vulcões nascem!”
No ecrã, vimos o magma de um vulcão a entrar em erupção.” Mas como a crosta que está do lado de fora, é mais fria e quebradiça, é através destas áreas onde a crosta é quebrada que o MAGMA (o nome dado às rochas em estado líquido) acaba escapando. Quando o magma escapa e flui para a superfície, passamos a chamar-lhe, lava.”
O professor Poki levantou os braços e disse: “Vulcões aparecem quando, através de fraturas, o MAGMA escapa para o exterior do planeta!
Alguns vulcões entram em erupção suavemente, com fluxos de lava lentos. E outros são explosivos, explodem magma em direção ao céu, criando enormes nuvens cheias de pequenas gotas de lava.”
“Essas gotículas também têm nomes”, acrescentou ele. “cinzas, se são pequenas, bombas vulcânicas, se têm um tamanho maior. A todas estas gotas de lava chamamos de piroclastos.”
Eu não conseguia entender e perguntei: “Quão pequenos e grandes eles podem ser?” Poki disse: “O menor, menos de 2 mm, são cinzas e o maior, mais de 6,4 cm, são chamadas bombas vulcânicas. Estas partículas podem viajar muito longe com o vento, e eventualmente cair de volta para a Terra, formando novas rochas magmáticas à medida que esfriam”.
Eu perguntei: “Como é que isso funciona?”. Poki deu mais detalhes, “O material expelido pelo vulcão encontra-se a temperaturas muito altas (pode chegar a 1200ºC). Mas na superfície, acaba por arrefecer e solidificar, dando origem às rochas magmáticas”.
Eu estava muito curioso e disposto a ver um vulcão de verdade. Virei-me para Eli: “Não seria incrível ver um vulcão de verdade?” Eli pensou: “Hmm, sim! Talvez pudéssemos visitar um desses vulcões suaves no Havaí e ver de perto os fluxos de lava. Ou então, ir para o Monte Etna, na Itália, para testemunhar o tipo de vulcão explosivo com aqueles piroclastos voadores!”
O Professor Poki riu: “Isso é que seria uma saída de campo! Sabes, muitos cientistas visitam vulcões em todo o mundo para observar as erupções, coletar amostras de rocha e aprender como o nosso planeta funciona.” Ele caminhou até um grande globo e girou-o suavemente. “Havaí… Itália… Islândia… Há vulcões em todo o mundo, cada um com uma personalidade diferente”.
E esse foi o fim do nosso dia. Eli ainda disse: “Obrigado, Poki. Vamos estudar, planear a nossa viagem, e vamos preparar-nos para o calor!”
Vamos rever o que aprendemos! Escolha as respostas corretas.